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A ÚLTIMA FRONTEIRA
A China caminha rapidamente para se tornar
o maior mercado de produtos de tecnologia
Istoé Dinheiro
E-Commerce
O óbvio está acontecendo mais rápido que o esperado. A China e o seu contingente de 1,2 bilhão de habitantes chegarão até 2005 nas primeiras posições de segmentos importantes do mercado de tecnologia. O país já tem o maior contingente de usuários de telefonia celular, é responsável pela segunda maior audiência da internet em todo o mundo e a última novidade está relacionada às vendas de computadores. O mercado chinês
deve se tornar no próximo ano o segundo maior do planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos. Segundo o instituto de pesquisas na área de tecnologia IDC, em 2003 serão vendidos 13 milhões dessas máquinas para os consumidores chineses, o equivalente a todos os computadores vendidos até hoje no Brasil. Todos esses números estão atraindo empresas de tecnologia de países ocidentais em direção a China, incluindo o Brasil. No início de outubro, uma missão de dez empresas brasileiras viaja para o país em busca de acordos comerciais.
Um dos participantes dessa comitiva é o empresário Alexandre Moura, da Light Infocon. Ele foi um dos primeiros no Brasil a negociar com companhias chinesas. O primeiro contato aconteceu em 1998 e até hoje continua vendendo seu software de gerenciamento empresarial para os clientes chineses. “A velocidade dos acordos é mais lenta e um parceiro é fundamental ”, afirma Moura.
Mesmo assim, negociar lá não é fácil. “A mudança é o que há de mais constante na China”, afirma o consultor brasileiro Telmo Araújo, que morou no país durante quatro anos representando os interesses de empresas de software. Já desembarcaram em território chinês a IBM, Dell, Compaq e outras companhias do setor. Os vôos que partem das capitais européias e dos Estados Unidos estão com uma lotação acima da média, em função dos homens de negócios interessados no mercado praticamente inexplorado.
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