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Gol contrata fornecedores menores
Cindy Corrêa*
De São Paulo
Mesmo quando precisa gastar, a Gol se mantém fiel à premissa de economizar e garantir os custos baixos. A empresa vem realizando licitações para contratar serviços não ligados à atividade de vôo, que na maioria tem favorecido companhias pequenas.
Competindo contra gigantes de tecnologia como IBM e Xerox, recentemente a empresa paraibana Light Infocon conquistou um contrato de digitalização de documentos da Gol.
Numa outra possível medida de economia, a DPZ, uma das maiores agências publicitárias do país, foi substituída pela WG, de Florianópolis, considerada de médio porte.
Com o software da Light Infocon, os objetivos são, segundo o vice-presidente de tecnologia da Gol, Wilson Ramos, aumentar a produtividade da empresa e definir processos limpos e velozes.
Ramos explicou que as notas fiscais serão digitalizadas e todo o serviço de pedido de hospedagem de pilotos e comissários também irá para o computador.
Hoje, os pilotos preenchem um documento quando chegam a alguma das bases para solicitar um quarto de hotel. O papel é encaminhado para o hotel que ao emitir a fatura no fim do mês anexa todos os pedidos para checagem da empresa. Com o software, a fatura será verificada automaticamente pelos documentos na rede.
O diretor de marketing da empresa de tecnologia, Alexandre José Moura citou como outro exemplo os manuais dos aviões. "Atualmente o manual está em papel então só pode ser lido por uma pessoa por vez. Com a digitalização, todos poderão consultar ao mesmo tempo", disse.
Segundo Moura, serão três etapas de instalação do programa. Na primeira fase, o controle de documento de pessoal, que inclui as informações das bases, será transportado para o computador. Depois, será a vez, dos manuais das aeronaves e procedimentos operacionais emitidos pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). Até abril, será concluída a última etapa com a digitalização das faturas e contratos.
A vantagem oferecida pela empresa paraibana, segundo Ramos foi o preço mais barato, mas o valor do contrato não pode ser divulgado. O orçamento da área de tecnologia da Gol para este ano é de R$ 9 milhões. Segundo Ramos, o fato do software já ser usado pela Infraero, estatal que administra os aeroportos brasileiros, não influenciou na decisão.
A empresa de Campina Grande (PB) faturou R$ 3,1 milhões no ano passado e espera neste ano contabilizar um total de R$ 5 milhões. "Essa é uma previsão modesta", afirmou Moura. Segundo ele, em janeiro e fevereiro do ano passado, a companhia já possuía R$ 600 mil em contratos fechados, e neste ano, no mesmo período, já estavam contratados R$ 1,5 milhão.
Em 2001, as vendas para o exterior somaram 18% do faturamento, inclusive com uma parceria na área de tecnologia para a China. Moura explicou que a empresa possui uma grande frente na venda de licenças de softwares para redução de custos.
(*Colaborou Arnaldo Comin)
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